domingo, 13 de dezembro de 2009

Christus vincit!!!

Escrevo aqui o sonho que tive esta noite.

Final de ano e nosso apostolado se programou para os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Trouxemos um sacerdote de fora para pregar o retiro, rezar a missa e nos atender com a direção espiritual e com o sacramento da confissão. Encontramos um local distante da cidade para a realização do retiro, muito oportuno, uma vez que o silêncio era o que mais precisávamos. Nesta chácara havia uma capelinha para rezar e assistir a Santa Missa, um salão para formação, refeitório, dormitórios, a casa do caseiro que morava com sua esposa e filhos pequenos. Neste lugar também havia um riacho que corria em pareio com a mata densa e fechada. O retiro contou com a presença de quase 100 pessoas, a maioria jovens. Estávamos num lugar lindo de uma natureza exuberante. Ao mesmo tempo que respirávamos um ar puro, também contemplávamos a beleza da santidade que nos estava sendo proporcionada com os exercícios espirituais. Tudo transcorria bem, quando no último dia, o reverendo padre se preparava para atender confissões e logo depois rezar a Santa Missa. Tudo se encaminhava para um rito belíssimo, aquele assistido por grandes santos, que percorreu os séculos, honrando Nosso Senhor Jesus Cristo com um culto perfeito e conduzindo ao céus milhares de almas. A equipe de canto já estava preparada, teria o acompanhamento do órgão. A capela receberia o sacerdote, e naquele altar "versus Deum" aconteceria a renovação incruenta do sacrifício do calvário. Fizeram uma grande fila diante do confissionário, quando notaram a falta do padre, ele não estava mais ali. Onde está? O que aconteceu? Passaram 30 minutos e não se tinha notícia, então todos começaram a procurá-lo, pois poderia ter se perdido na mata, enfim, não entendíamos como aquilo poderia ter acontecido. Passaram-se as horas e eu avistei ao longe, aos pés de uma grande árvore, próximo ao riacho, o reflexo de algo, percebi um brilho diferente, era o pedaço de um tecido, mas seu brilho se apagava. Logo reconheci aquele tecido e corri até lá para socorrer o padre, chegando ao pé da árvore ele estava no chão, imóvel, ele estava vestido com a casula romana, pois iria rezar a Santa Missa. Muito assustado percebi seu corpo petrificado, como se fosse um bloco de pedra revestido por folhas. Todos os demais correram para ver o que havia acontecido, sem entenderem aquele mistério, choravam. Percebi que ele não estava morto, mas era uma cilada de satanás que não queria o padre rezando a missa, nem atendendo confissões, por isso deu um jeito de imobilizá-lo. Inclinei-me sobre seu peito, e em lágrimas, rogando a Deus que não permitisse tal situação. Os demais rezavam o terço pedindo a Nossa Senhora que nos ajudasse. Naquele momento a minha dor era grande, pois Deus sabe o quanto necessitamos de um sacerdote. Meu maior desejo era confessar-me e poder assistir a Santa Missa. Então eu disse: "Padre, me abençõe!" Ainda chorando, sobre seu peito e de olhos fechados, ouço sua vóz tremula e piedosa: "Ego absolvo peccatis tuis, in nomine Patris, et Filii, et Spiritui Sancti." Prontamente levantei-me traçando sobre mim o sinal da cruz e disse "amem!". Nesse instante ele reza fortemente o "Pater Noster" e todos acompanham, vi então uma luz sobre ele e já estava desfeito aquele golpe malígno. Então eu disse: "Padre, como o senhor está lindo". Com um sorriso, se levanta e brada em alta voz: "Christus vincit!" Nesse momento todos estavam a cantar o "Kýrie Eléison", em seguida cantam o "Glória in Excélsis". Então todos foram se preparar para ir a missa que o padre rezaria na Igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Quando cheguei para a missa, me deparei com a Igreja tão bela como jamais esteve antes. Todas as senhoras e senhoritas usavam véu, vestidas dignamente. Os homens de cança social e camisa, outros de terno. O altar já não era "versus populum", mas "versus Deum", de uma beleza sem igual. Finalmente eu teria a graça de assistir pela primeira vez a Santa Missa no rito mais perfeito, mais belo e santo. Aquele mesmo rito onde o sacerdote sobe no altar, dizendo: “Introibo ad altare Dei”. E todos respondem: “Ad Deum qui laetificat juventutem meam”.